Uma solução digital para amenizar os riscos e a falta de informação que transformam pedalar, na Região Metropolitana do Recife, em um ato de coragem.
Criar uma solução digital para amenizar os desafios existentes no acesso à informação e utilização da infraestrutura cicloviária da Região Metropolitana do Recife (RMR).
A Região Metropolitana do Recife expandiu sua malha cicloviária, mas a percepção de insegurança só cresceu. Infraestrutura desconectada, trânsito hostil e furtos frequentes tornam o ciclista o elo mais vulnerável da mobilidade urbana.
Diante desse cenário, o objetivo de pesquisa foi definido: criar uma solução digital para amenizar os desafios de acesso à informação e uso da infraestrutura cicloviária da RMR.
Cada diamante corresponde a um ciclo de divergência e convergência — abrir possibilidades de pesquisa e ideação, depois convergir para decisões de design validadas.
A imersão combinou matriz CSD, protopersonas, mapa de stakeholders e benchmarking para transformar a percepção inicial do problema em perguntas de pesquisa acionáveis.
Certezas sobre o cenário cicloviário nacional, suposições sobre insegurança e falta de infraestrutura, e dúvidas centrais sobre como os ciclistas roteirizam e avaliam suas rotas hoje.
Carlos, o ciclista por necessidade que reduz custos com transporte, e Mariana, a ciclista de lazer que busca trilhas e comunidade — dois pontos de partida antes da pesquisa de campo.
Do ciclista ao centro, passando por CTTU, Secretaria de Mobilidade, oficinas, estações de bike compartilhada e apps de delivery — o ecossistema inteiro em torno do pedal.
Quatro apps analisados — Bike Map, Cyclers, Google Maps e Waze — revelaram um padrão de reclamação recorrente entre ciclistas reais, apesar das notas altas na loja.
Duas metodologias primárias: um survey quantitativo com ciclistas da RMR e uma etnografia dividida em duas rotas reais, cruzando observação, notas de campo e entrevistas informais.
Sinalizações confusas, ciclofaixas sem iluminação e vias que terminam sem conexão. Quatro entrevistas com quem pedala por necessidade.
Ciclofaixas temporárias na orla, mas nenhuma conexão real com o subúrbio. Cinco entrevistas, de iniciantes a ciclistas experientes.
Mesmo com objetivos e realidades sociais distintas, insegurança e ausência de infraestrutura atravessam todas as personas — gerando um estado constante de alerta, medo e tensão.
O ciclista por necessidade e engajado. Pedala há mais de 5 anos, priorizando os 30 minutos de trajeto ao trabalho sem depender do transporte público.
O entregador autônomo. Não confia nas rotas sugeridas pelo app de entregas, que já o enviaram por becos e escadarias inviáveis.
A ciclista que pedala a lazer. Ama pedalar nos finais de semana, mas evita sair da ciclovia por falta de experiência com o trânsito.
Mitigar as falhas de infraestrutura que geram atrito no dia a dia — do trajeto tranquilo de Ronaldo à eficiência com segurança que Eduardo precisa para bater sua meta.
Cruzando facilidade de implementação com impacto para o usuário, três propostas se destacaram.
Rotas personalizadas de acordo com preferência, fatores de mobilidade e nível de experiência do ciclista.
Navegação guiada que garante a execução do trajeto escolhido com foco total na segurança.
Espaço democrático para compartilhar avaliações, alertas e condições reais das vias entre ciclistas.
Os wireframes de baixa fidelidade nasceram no papel, migraram para o Figma sem as cores da marca, e se apoiaram no benchmarking para reaproveitar padrões de UI já validados pelo mercado.
Os testes de usabilidade mediram tempo esperado versus tempo real, criticidade dos problemas encontrados e reações emocionais ao longo do fluxo de roteirização e navegação guiada.
Todos os usuários tentaram ampliar o mapa manualmente — a interface precisa de controles mais acessíveis ou ajuste automático mais inteligente.
Dois de três participantes tiveram dificuldade em encerrar o trajeto — o botão de parar precisa de mais destaque e uma posição mais convencional.
Os rótulos dos ícones de alerta são difíceis de ler — é necessário aumentar contraste e legibilidade.
Adicionar sempre a opção de voltar ou cancelar durante a criação de um alerta, evitando que o usuário se sinta preso na tela.
Com os insights dos testes incorporados, o refinamento consolidou o guia de estilos, a tipografia, o tom de voz da marca e uma análise heurística de Nielsen sobre o protótipo final — mais o menu social e o projeto Arduino adicionados como camada extra de exploração.
Roteirização, navegação assistida e criação de alertas — o protótipo interativo completo, pronto para ser testado.
O case completo — telas de alta fidelidade, guia de estilos e a análise heurística — está publicado no Behance.